Geopelícula

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O Geopelícula consiste na exibição de longas-metrangens que embasam discursões sobre a Geografia no cinema.

O primeiro ciclo de debates enfatizou a análise dos movimentos migratórios. A seguir, confira os filmes que foram exibidos e as impressões sobre cada um:

Filme: Tempos de Paz.  Exibido em: 04 de Abril de 2012.

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Brasil, anos 1940. Um refugiado de guerra, polonês, desembarca no Rio de Janeiro, esperançoso de uma nova vida.

Nesta obra fílmica é interessante explorar a interceptação do que podemos chamar “horizontes distintos” – notada, por exemplo, exatamente pelo conflito entre o imaginário do refugiado (com respeito ao Brasil) e aquilo que de fato experienciaria ao desembarcar, causando-lhe estranhamentos.

Filme: Jean Charles. Exibido em: 02 de Maio de 2012.

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O enredo é um estilo de filmografia que, se passando numa metrópole, compreende a confluência caótica de espaços de vida pluriescalares.

Temos a Londres das experiências do indivíduo (expectativas, frustrações pessoais) e uma “Londres-Mundo”, da conjuntura política.

Filme: Coisas Belas e Sujas. Exibido em: 31 de Janeiro de 2013.

Coisas Belas e Sujas

O enredo também explora a escala da grande metrópole. (No caso, uma Londres ambientando uma “rede paralela de sobrevivência”.).

Okwe, Senay, Guo Yi. Um nigeriano, uma turca e um chinês, personificam a “rede”, num espaço de ilicitudes e conflitos culturais.

Um hotel (aliás, de nome muito significativo, “Baltic“), onde se passa grande parte da trama, configura-se como o enclave do conflito.

Filme: O homem que virou suco. Exibido em: 20 de Fevereiro de 2013.

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Mais uma vez, o enredo explorou a escala da grande metrópole, sendo que agora vimos uma realidade brasileira; a da Grande São Paulo.

Deraldo, chegado da Paraíba, e buscando sobreviver à selva de pedra, vai transitar por espaços nos quais experimentará a segregação.

Nos espaços onde a mão-de-obra “pau-de-arara” é “oportuna” (espaços da construção civil, p. ex.), o poeta de cordel mostra-se um indomável.

Enquanto a fortuna dorme, a desgraça não descansa” – o filme censura, nas entrelinhas (“entrecenas”), as elites urbana, industrial e rural.

Texto:Prof. Dante Reis

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